quinta-feira, 4 de março de 2010

Advérbio

1- Destaque e classifique os advérbios ou locuções adverbiais:

a) Ela chegará mais tarde à reunião.

b) O professor ficou bastante satisfeito com a classe.

c) Ela caminhou depressa para o quintal.

d) Eles estão mal alojados naquela casa.

e) Não havia ninguém por perto.

f) O soldado vigiava o pátio cuidadosamente.

g) Esse filme, sem dúvida, vai ser um sucesso.

h) O carro entrou à esquerda e sumiu.

i) O público ficou bastante emocionado.

j) Ela saiu às pressas.

2- Transforme as expressões adverbiais de modo, conforme o exemplo:

a) Ela ficou com calma. Ela ficou calmamente.

b) O diretor agiu com firmeza.

c) De súbito, alguém saiu da sala.

d) Ela olhou-me com carinho.

e) Ela explicou a situação com tranqüilidade.

f) referiu-se a mim com ironia.

g) Comportou-se de modo displicente.

h) Faça o trabalho com capricho.

i) Dirija o carro com prudência.

j) Resolveu o problema com facilidade.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Exercícios - FIGURAS DE LINGUAGEM

1- Escreva D para o sentido denotativo e C para o conotativo.
a) O burro auxilia o homem.( )
b) Que garoto burro!( )
c) A rosa desabrochou.( )
d) Ela é uma rosa de bonita.( )

2- Sublinhe as expressões que indicam metáfora.
a) Ele tem nervos de aço.
b) Ela tem lábios de rosa.
c) Tinha a tempestade na alma.
d) Dominava-a o fogo da paixão.

3- Assinale a frase em que há metáforas.
a) O sol nos aquece com seu calor. ( )
b) O calor da discussão, não media palavras. ( )
c) Seu olhar era doce e meigo. ( )
d) Essa fruta é doce? ( )
e) Dormia em cima de uma pedra fria. ( )
f) Era uma pessoa fria e calculista. ( )

4 - Explique as metonímias das frases.
a) Os aviões semeavam a morte.
b) Adoro ler Machado de Assis.
c) O Brasil vibrou com a vitória da seleção.
d) O fazendeiro tinha 700 cabeças de gado.

5 - Relacione as orações com os tipos de metonímia.
a) A França produz bons queijos.
b) Leio Castro Alves.
c) Na Bahia, provei um prato gostoso.
d) O rei perdeu o trono (= o poder).

( ) O autor pela obra.
( ) O lugar pelos habitantes.
( ) O sinal pela coisa significada.
( ) O continente pelo conteúdo.

Figuras de Linguagem

Paradoxo & Antítese

Paradoxo é a aproximação de palavras contrárias.

  • Ex: Já estou cheio de me sentir vazio.

Antítese consiste na exposição de palavras contrárias.

  • Ex: Ele não odeia, ama.

Na explicação do professor Paulo Hernandes fica evidente a diferença entre estas duas figuras de linguagem frequentemente confundidas:

"Como podemos ver, na antítese, apresentam-se idéias contrárias em oposição. No paradoxo, as idéias aparentam ser contraditórias, mas podem ter explicação que transcende os limites da expressão verbal."

Catacrese

É a figura de linguagem que consiste na utilização de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão o que se quer expressar, mas é adotada por não haver outra palavra apropriada - ou a palavra apropriada não ser de uso comum.

  • Ex: Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida.

Comparação

Como o próprio nome diz essa figura de linguagem é uma comparação feita entre dois termos com o uso de um conectivo.

  • Ex: O Amor queima como o fogo

Metáfora

É uma comparação feita entre dois termos sem o uso de um conectivo.

  • Ex: Eu sou um poço de dor e estupidez.

Disfemismo ou Cacofemismo

É uma figura de estilo (figura de linguagem) que consiste em empregar deliberadamente termos ou expressões depreciativas, sarcásticas ou chulas para fazer referência a um determinado tema, coisa ou pessoa, opondo-se assim, ao eufemismo. Expressões disfêmicas são freqüentemente usadas para criar situações de humor.

  • Ex: Comer capim pela raiz

Hipérbole ou Auxese

É a figura de linguagem que consiste no exagero.

  • Ex: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!"

Metonímia ou Transnominação

É a figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. Definição básica: Figura retórica que consiste no emprego de uma palavra por outra que a recorda.

  • Ex: Lemos Machado de Assis por interesse. (Ninguém, na verdade, lê o autor, mas as obras dele em geral.)

Personificação ou Prosopopéia (no Brasil, apenas Prosopopéia)

É uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos.

  • Ex: O Sol amanheceu triste e escondido.

Perífrase:

Consiste no emprego de palavras para indicar o ser através de algumas de suas características ou qualidades.

  • Ex: Ele é o rei dos animais. (Leão)
  • Ex: Visitamos a cidade-luz. (Paris)

Ironia

Consiste em apresenta um termo em sentido oposto.

  • Ex: Meu irmão é um santinho(malcriado).

Eufemismo

Consiste em suavizar um contexto.

  • Ex: Você faltou com a verdade (Em lugar de mentiu).

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Interpretação do texto “Pela Internet” de Gilberto Gil

1.O eu lírico fala de seu desejo de criar o seu website, fazer sua home Page, entrar na rede. Responda:

a) Qual é o principal objetivo do eu lírico?

b) Cite três ações que ele pretende realizar para atingir esse objetivo.

2. Na construção da letra da música foram empregados vários recursos da linguagem poética. Copie duas palavras ou expressões que exemplifiquem os seguintes recursos:

a) rima

b) jogos sonoros

• aliteração (repetição de consoantes);

• assonância (repetição de vogais)

c) metáfora

Interpretação do texto “A aranha” de Orígenes Lessa

1.Numa história, uma personagem quer convencer o narrador, que também é personagem, a escrever um conto sobre um acontecido.

a) Quem é a personagem que quer convencer o narrador a escrever o conto?

b) Onde acontece a conversa entre eles?

c) Que motivo o narrador alega para não ouvir o caso?

d) O que acontece que possibilita à personagem contar sua história?

e) Qual é a história que a personagem insiste em contar para virar um conto?

2. A outra história dentro do conto é aquela que Enéias sugere que se transforme em conto.

a) Quem são as personagem principais dessa outra história?

b) Quais as características do Melo apontadas pelo contador?

c) Onde se passa essa história?

d) Como é caracterizado o lugar?

e) Quando se passam as ações nessa outra história?

f) O que acontece nessa história?



Exercícios – Tipos de Sujeito

1. Classifique o sujeito das orações: simples, composto, oculto ou indeterminado.

a) Não haveremos de perder essa luta!

b) Hei de esperar a sua volta.

c) Come-se bem naquele restaurante.

d) Precisa-se de balconistas nessa loja.

e) Todos nós o ajudaremos.

f) Estava o padre sozinho na igreja.

g) Trouxeram este presente para você.

h) Nada lhe direi sobre isso.

i) O dia amanheceu nublado.

2. Classifique o sujeito: determinado – simples, composto, oculto - ou indeterminado.

a) Algum dia voltarei aqui.

b) Come-se bem aqui.

c) Alguém pegou a minha caneta.

d) Deixaram uma bolsa na sala.

e) Estão gritando teu nome lá fora.

f) Necessita-se de pessoas competentes aqui.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Fônemas e Letras

Fonologia é a parte da Gramática que estuda o fonema.

Fonema é a unidade mínima sonora que é capaz de estabelecer diferenciação entre um vocábulo e outro.

Ex: bo
la / bota.

Como se vê a diferenciação entre as duas
palavras acima é marcada pelos fonemas /l/ e/t/.

Fonemas e
letras apresentam conceitos distintos:

- fonema é a representação sonora;

- letra é a representação gráfica do fonema;

-
sílaba é um conjunto de fonemas transmitidos num só impulso.

Numa palavra, nem sempre há o mesmo número de letras e fonemas.

A palavra
táxi, por exemplo, possui:

- quatro letras (t-á-x-i)
- cinco fonemas (t-á-k-s-i)

A palavra
hora possui:

- quatro letras (h-o-r-a)
- três fonemas (o-r-a)

Na palavra
canta temos:

-cinco letras (c-a-n-t-a)
-quatro fonemas (c-ã-t-a)

Tipos de Sujeitos

A função sintática que denominamos sujeito, é um termo essencial da frase e pode se comportar de várias maneiras, dependendo da intenção da mesma: agente, experienciador, paciente, etc.

O sujeito tem a característica de concordar com o verbo, salvo raríssimas exceções.

Vejamos agora quais os tipos de sujeito existentes e como eles são caracterizados para que possamos identificá-los.

Sujeito Simples: possui apenas um núcleo e este vem exposto.

Exemplos:

- Deus é perfeito!
-
A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
- Pastavam
vacas brancas e malhadas.

Sujeito Composto: possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.

Exemplos:

- As vacas brancas e os touros pretos pastavam.
-
A cegueira e a pobreza lhe torturavam os últimos dias de vida.
-
Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo.

Sujeito Oculto: também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, é determinado pela desinência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito implícito.

Exemplos:

- Estamos sempre alertas para com os aumentos abusivos de preços. (sujeito: nós)
- Quero que meus pais cheguem de viagem o mais rápido possível. (sujeito:
eu)
- Os pais terminaram a reunião. Foram embora logo em seguida. (sujeito:
os pais)

Sujeito Indeterminado: Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente ou experienciador da ação verbal.

Exemplos:

1- verbo na 3ª pessoa do plural

- Dizem que a família está falindo. (alguém diz, mas não se sabe quem)
- Disseram que morreu do coração.

2- verbo na 3ª pessoa do singular + se, índice de indeterminação do sujeito

- Precisa-se de mão de obra especializada. (não se pode determinar quem precisa)

Sujeito inexistente: também chamado de oração sem sujeito, é designado por verbos que não correspondem a uma ação, como fenômenos da natureza, entre outros.

Exemplos:

1- Verbos indicando Fenômeno da Natureza

- Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.

2- verbo haver no sentido de existir ou ocorrer

- Houve um grave acidente na avenida principal.
- Há
pessoas que não valorizam a vida.

3- verbo fazer indicando tempo ou clima

- Faz meses que não a vejo.
- Faz sempre frio nessa região do estado.

Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: quando o sujeito é uma oração. Pode ser desenvolvida ou reduzida. (veja esse assunto em: Orações Subordinadas Substantivas)

- Fazer promessas é muito comprometedor. (sujeito oracional: fazer promessas)

Conjunções Coordenativas

A conjunção é a palavra que liga duas orações ou termos de mesma função na oração. Quando a conjunção exerce seu papel de ligar as orações, estabelece entre elas uma relação de coordenação ou subordinação.
As orações coordenadas são independentes entre si, ou seja, possuem significado singular, mesmo que ligadas pela conjunção. Veja o exemplo:

A lua surgiu
e as estrelas inundaram o céu de luz.

As duas orações estão ligadas pela conjunção e e não têm relação de dependência entre si. Então, a primeira oração (A lua surgiu) tem sentido completo e independe da segunda (As estrelas inundaram o céu de luz) para tê-lo e assim também é a segunda em relação à primeira.
Duas ou mais orações que mantêm independência entre si chamam-se coordenadas, e conseqüentemente, a conjunção que liga tais orações é denominada conjunção coordenativa.
A conjunção coordenativa também ocorre quando duas
palavras são ligadas na mesma oração. Veja o exemplo:

Ele venderá brinquedos
ou revistas.

Observe que a conjunção ou está ligando duas palavras: brinquedos e revistas, as quais exercem o mesmo papel de objeto direto na oração.

Podemos classificar as conjunções coordenativas em:
• aditivas
- exprimem idéia de adição, soma: e, não só, mas também, nem (= e não) etc.;
Exemplos: Fui à escola e joguei bola.
Não fui à escola nem joguei bola.

• adversativas – exprime idéia de contraste, oposição: mas, porém, contudo, no entanto, entretanto, etc.;
Exemplos: Fui à escola, porém não levei meu caderno.
Fui à escola, no entanto, não prestei atenção nas explicações.

• alternativas – exprimem idéia de alternância ou exclusão: ou, ou...ou, ora...ora, etc.;
Exemplos: Ou estudo para a prova, ou tiro nota baixa.
Ora como fastfood, ora me alimento bem.

• conclusivas – exprimem idéia de conclusão: pois, logo, portanto, por isso, etc.;
Exemplos: Pratiquei exercícios físicos, logo me senti muito melhor.
Aquele medicamento é tarja preta, logo, deve ser vendido somente com receita.

• explicativas – exprimem idéia de explicação: porque, que, etc..
Exemplos: Ele saiu da escola, pois não veio mais.
Não quero mais comer, porque estou satisfeito.

Por Sabrina

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

TESEU CONTRA O MINOTAURO -

— Viemos aqui para morrer, não para
sermos desonrados!
— Quem é você, que ousa me fazer advertências?
— gritou Minos. — Está esquecendo
que sou rei da poderosa Creta? E se isso não
bastar, fique sabendo que sou filho de Zeus,
pois parece que você não sabe!
Em seguida olhou o céu, ergueu os braços
para o alto e gritou:
— Zeus, meu pai, por favor, mostre quem
eu sou!
E então, imediatamente, um raio brilhou
no céu sem nuvens, sinal de que Zeus reconhecia
seu filho.
Teseu ficou surpreso, mas nem naquela
hora perdeu sua coragem:
— Se isso tem tanta importância — disse — então eu devo dizer que também sou filho de Possêidon!
Minos não acreditou nele:
— Se você é filho de Possêidon, então poderá me trazer isto aqui de volta!
Estudo do texto Estudo do texto
Gianni Dagli Orti/Corbios
Português: Linguagens — William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães
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Gianni Dagli Orti/Corbios
E tirou seu anel, lançando-o em seguida, com força,
bem longe, no meio do mar profundo.
Imediatamente, Teseu, dando um mergulho,
desapareceu nas águas profundas. Passou-se
um bom tempo sem que ele reaparecesse. Todos
diziam que ele devia ter se afogado, e Minos
acrescentou:
— Que pena! O Minotauro vai comer um a
menos!
Porém Ariadne, a filha de Minos, que também
estava entre os presentes, encobriu o rosto e
secretamente enxugou suas lágrimas. Prestara atenção em Teseu desde o primeiro momento, e a ousadia
dele a havia comovido. De imediato, um forte amor se aninhou dentro dela enquanto uma flecha de
Eros, o filho alado da deusa Afrodite, trespassava-lhe o coração. Dessa maneira, agora estava sofrendo
com a dor pelo desaparecimento do brilhante e valoroso jovem.
Teseu, contudo, não estava perdido. Assim que mergulhou na água, golfinhos o apanharam e o
conduziram sem demora até o palácio do deus do mar, Possêidon, o Abalador da Terra, irmão de Zeus
e nada inferior em força ao deus que detém os raios em suas mãos.
Em um trono majestoso, que parecia uma imensa concha, sentava-se o deus que governava as
ondas. Ao seu lado estava a belíssima Anfitrite, esposa do eminente deus. Perto deles encontravam-se
Triton e muitas outras divindades marinhas.
Possêidon recebeu Teseu com alegria e, assim que ouviu o porquê de ele ter descido ao seu
reino aquático, ordenou a Triton que corresse para trazer o anel. O deus marinho não demorou a
voltar, juntamente com uma multidão de Nereidas. Uma delas trazia o anel e o entregou a Teseu.
Imediatamente então, Anfitrite colocou sobre os cabelos dele uma coroa de ouro e Possêidon, que
percebera que Teseu não devia se demorar mais, ordenou a Triton e às Nereidas que o conduzissem
à praia.
Teseu saiu do mar no momento em que todos se preparavam para
ir embora. De repente, alguém gritou:
— Teseu! Teseu voltou!
Ao vê-lo, Minos não ousava crer em seus próprios olhos! Além
de Teseu não ter se afogado, usava ainda uma coroa na cabeça,
toda de folhas de ouro! Mas o rei de Creta ficou ainda mais surpreso
quando se aproximou e recebeu dele o anel que havia lançado
ao mar. Percebera agora que Teseu não era um mortal comum,
e teve medo dele. Por isso, disse ao seu séquito:
— Esse deve ser o primeiro a ser comido pelo Minotauro!
Escutando as palavras de seu pai, Ariadne ficou mortificada.
Tinha pena de todos os rapazes e moças, mas ouvir tais palavras
sobre Teseu era como se um punhal lhe atravessasse o coração.
[...]
(Menelaos Stephanides. Teseu, Perseu e outros mitos. São Paulo: Odysseus,

2000. p. 97-100.)